Um dia de cada vez.


10/04/2008


Ouvir ou não ouvir, eis a questão!

Essa semana aconteceu uma história engraçada que quero comentar aqui. Um memnino me perguntou se certa banda era gospel; eu perguntei porque ele queria saber e ele me respondeu que era pra saber se poderia ouvir ou não já que havia feito um voto a Deus de nunca mais ouvir músicas mundanas. Antes de responder a ele, aproveitei o ensejo para abordar um assunto um pouco mais profundo, perguntei a ele o que ele achava das letras das músicas da banda, se tinham coerência, bons valores, não entravam em conflito com os pricípios bíblicos etc. Ele me respondeu que não, inclusive muito pelo contrário, as letras eram muito boas, abordavam temas atuais sob uma perspectiva de transformação da realidade sem ser anarquico ou rebelde.

Então respondi a ele que não interessava se era evangélica ou não, que deveria observar o ensino do Paulo, de observar de tudo e reter o que é bom e aproveitar da sua música que de alguma forma engradece a Deus e seus valores. Percebi que ele ficou feliz mas ainda incomodado com o tal voto que havia feito a Deus.

E eu respeito muito isso, precisamos de mais jovens preocupados com os votos que fazem a Deus e temendo a Deus de tal forma que se preocupem em ofender o seu caráter, mas tive que perguntar a ele a definição do que é ser uma banda "do mundo". Ele me disse que era uma banda que não era de crente, resposta básica nesses assuntos. E eu abordei se ele adota o mesmo padrão quando escolhe um filme, ou entra num site, ou compra uma roupa, se tudo o que ele utiliza na vida é produzido por crentes, ele disse que óbviamente não. Logo haviamos percebido que muitas coisas produzidas por "ímpios" tem valor e são muito úteis para nós. Ah...(foi a expressão dele!)

Considero a música o carro chefe dos valores nessa geração, por isso a preocupação com o que nossas filhos estão ouvindo deve ser redobrada, mas esse rótulo de evangélica e do mundo, esse dualismo, não funciona pra mim. Entendo que tem música boa e música ruim. Música evangélica boa e ruim, música "do mundo" (existe música em outro lugar? ou música que não é do mundo?) boa e ruim. Ponto.

Sei que muitas vezes é mais fácil simplesmente cortar uma série de cd's da nossa estante para não se arriscar em ouvir o que não deve, e muitas vezes pessoas que saem de contextos complicados precism fazê-lo radicalmente, porém não podemos jogar no lixo tudo o que as pessoas produzem como arte e é fruto do talento que receberam de Deus. Infelizmente nem todos usam o talento que receberam de Deus de volta para Deus, mas essa é a história do ser humano, inclusive minha e sua. Se não fosse a graça nem poderia escrever isso aqui.

Ok, quem me conhece mais de perto sabe que há muito tempo deixei de classificar as múiscas em evangélicas e do mundo. Quero ouvir música boa, que enaltece o espírtiro, que cura a alma, que valoriza a criação de Deus em todas as sua expressões e que revelem um dom que de tão bonito só pode ser divino mas que talvez ainda precise ser redimido.

Vou deixar um música "do mundo aqui" pra gente pensar essa semana:

Where the streets have no Name - U2

I wanna run, I want to hide
I wanna tear down the walls
That hold me inside.
I wanna reach out
And touch the flame
Where the streets have no name.

I wanna feel sunlight on my face.
I see the dust-cloud
Disappear without a trace.
I wanna take shelter
From the poison rain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.

We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).

The city's a flood, and our love turns to rust.
We're beaten and blown by the wind
Trampled in dust.
I'll show you a place
High on a desert plain
Where the streets have no name
Where the streets have no name
Where the streets have no name.

We're still building and burning down love
Burning down love.
And when I go there
I go there with you
(It's all I can do).

Eu quero correr, eu quero esconder,
Eu quero derrubar as paredes,
Que me seguram por dentro,
Eu quero alcançar e tocar na chama,
Onde as ruas não têm nome.

Eu quero sentir a luz do sol no meu rosto,
Eu vejo a nuvem de poeira desaparecer sem deixar pista,
Eu quero me abrigar,
Da chuva ácida,
Onde as ruas não têm nome,
Onde as ruas não têm nome,
Onde as ruas não têm nome.

Nós ainda estamos construindo e queimando amor,
Queimando amor,
E quando eu vou lá,
Eu vou lá com você.
(Isso é tudo o
que posso fazer)

A cidade está inundada, e nosso amor se enferruja,
Nós fomos malhados e assoprados pelo vento,
Esmagados em poeira,
Eu te mostrarei um lugar,
Acima das planícies desérticas,
Onde as ruas não têm nome,
Onde as ruas não têm nome,
Onde as ruas não têm nome.

Nós ainda estamos construindo e queimando amor,
Queimando amor,
E quando eu vou lá,
Eu vou lá com você.
(Isso é tudo o
que posso fazer)

 

Escrito por pr Osmar às 09h07
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